sábado, 14 de março de 2015

Análise: Melodifestivalen 2015, a grande final

Olá, caros leitores do ESC12points!

Finalmente chegou o momento mais aguardado por muitos de nós, eurofãs: a grande final do Melodifestivalen 2015! Todas grita! \o\



E esta final será grande mesmo, a maior dos últimos anos: serão doze finalistas (quatro do Andra Chansen, lembram?) e uma disputa muito acirrada pelo título. Mas vamos ao que interessa: as análises das oito canções restantes, sorteadas entre os colegas do ESC12points que irão comentar comigo as chances dos finalistas nesta edição de 2015.

Listarei todas as canções, para que você também se lembre da ordem de apresentação. Fechado? Então venha conosco!

1. Samir & Viktor – Groupie 


2. JTRBuilding It Up (por Nanda)

Vamos abrir essa análise na sinceridade: eu tenho um fraco pelo JTR. Ponto. Desde que eles estiveram no X Factor australiano eu acho os lindinhos talentosos. E eles evoluíram muito de lá pra cá. Eles dominam mais o palco e as vozes estão absolutamente melhores. Building It Up poderia ser uma escolha estratégica da Suécia: esse ano não temos nenhum "bonitinho pra atrair os votos adolescentes", figura representada pelo Basim em 2014. Além disso a música tem uma pegada gostosa e grudenta, no bom sentido da coisa. Em Viena, se classificariam com facilidade e conseguiriam um top 15. Mas não serão escolhidos. E por mais talentosos que sejam, por melhor que seja a música deles, esse MelFest tem uma opção acima da média... E não é o JTR.

3. Dinah Nah - Make me (La la la)



4. Jon Henrik FjällgrenJag är fri (Manne Leam Frijje) (por Léo)

Se você precisa de uma pausa pra ir ao banheiro durante a final do Melodifestivalen, aproveite a oportunidade que o Jon Henrik te oferece! Uma performance on drugs de pura vocalização do intérprete sem sal PORÉM vestido de nativo (WTF), uma trilha sonora de Rei Leão, um casal que dança loucamente o mesmo passo durante os três minutos, e um trio de espíritos/backings suspensas. A pergunta é: como essa música passou direto pra final? Ok, ela muito mais estranha que todas as outras concorrentes, mas tirar a chance de quem merecia mais é muita sacanagem. Bom, é uma concorrente a menos pro Måns finalmente ganhar o Melodifestivalen.


5. Jessica AnderssonCan't Hurt Me Now (por Dave)

Jessica Andersson voltou pro Melodifestivalen com uma música feita para ela. Can't Hurt Me Now é uma mega balada clássica que precisa de uma mulher com presença de palco, e isso é exatamente o que ela nos trouxe na primeira semifinal do Melodifestivalen. A performance vocal e a expressão emotiva de Jessica foram perfeitas. Mas isso e o seu vestido Ferrero Rocher foram tudo o que chamou a atenção. O resto da apresentação foi bastante sem sal: Jessica ficou parada no frente do microfone da Charlotte Perrelli durante os três minutos da canção. O palco também não ajudou muito: foi tudo dourado e branco (ou azul e preto, como você preferir) de princípio ao fim, salvo alguma pequena mudança no key change (quando também apareceu a nossa amada wind machine). Se a Jessica trouxesse alguns coristas pro palco para fazer a sua apresentação um pouco mais movimentada na final, ela teria grandes chances de alcançar uma boa posição. Mas mesmo se ela não o fizesse, estamos falando da Suécia, e sabemos que tudo pode acontecer...


6. Måns ZelmerlöwHeroes (por Neto)

Ai gente, o que falar do Måns? Måns é vida, é tudo e mais um pouco. E Heroes segue o mesmo padrão do seu dono. Na sua terceira participação, Måns chega com uma canção digna de vitória. Não sei se é a melhor de todas as que ele já mandou, mas com certeza merece vencer a competição. Sem contar que a apresentação inovadora e fofa é algo memorável. A Suécia tem a faca, o queijo, o pão e todo o resto do café da manhã nas mãos. Talvez a ordem de apresentação possa ser um problema para ele, mas é hora de ter pensamento positivo e torcer para aquele deus sueco carimbar seu passaporte rumo a Viena.

7. Linus Svenning – Forever Starts Today



8. IsaDon't Stop (por Fefe)

A Isa pode até ser desconhecida por nós, eurofãs, mas na Suécia, ela é uma das sensações teen juntamente com Zara Larsson; ou seja, a garota podia não ter uma das músicas mais geniais da sua semifinal, mas tem popularidade, carisma, presença de palco e um refrão bem grudento para acompanhar. Quanto a canção, diria que essa é a Shake It Off, da Taylor Swift dos escandinavos: a estrutura da música é parecida, mas não é plágio nem nada, apenas uma lembra a outra, pelo menos no refrão. Bem, a garota tem uma apresentação colorida, chamativa, com muita coreografia, dança, animação, é bem pra cima, para fazer a galera se animar mesmo. Mas ainda não é a canção ideal para os suecos levarem ao Eurovision. Isa é uma ótima intérprete e pode voltar no futuro com algo mais promissor, pois talento a garota tem.


9. Magnus CarlssonMöt Mig I Gamla Stan (por Filipe)

Ano passado, nas análises da final do Melodifestivalen, eu fui sorteado para opinar sobre a vencedora Undo. Sanna Nielsen, como é sabido, estava em sua sétima tentativa no Melodifestivalen. Este ano, fui sorteado para analisar alguém que foi além de Sanna: contando participações com o Alcazar e o Barbados, esta é a OITAVA tentativa de Magnus Carlsson na seletiva sueca. Porém, as coincidências terminam por aí: para Möt Mig I Gamla Stan, chegar à final já é uma vitória. A entrada não deve ir muito além disso. Há muito tempo, o "puro schlager" pode até chegar à decisão, mas não consegue mais reunir fãs suficientes para vencer um Melfest. Ainda mais um schlager, com todo o respeito, comum, sem nada de especial. Magnus tem experiência (acreditem: ele tem 40 anos!) e boa presença de palco. Mas a canção deixa um pouco a desejar. Quem espera sempre alcança, mas o nosso querido ex-Alcazar vai precisar continuar esperando. Quem sabe na nona tentativa...



10. Eric SaadeSting (por Gui)

Depois de conquistar o público sueco em 2011 e representar o país no Eurovision daquele ano, alcançando o terceiro lugar, Eric Saade retorna ao Melodifestivalen e, como era de se esperar, trouxe consigo um hit que o levou direto à final e promete dar trabalho no sábado. Sting começa de forma despretensiosa, mas desde o início destaca uma boa melodia e deixa o público intrigado com o que está por vir em apresentação que vai crescendo com a música e explode de forma arrebatadora no último minuto, com direito a muita coreografia e um Eric Saade mais inspirado do que nunca, pronto para conquistar a audiência e levar novamente o caneco pra casa. Vou confessar que sou Team Måns, mas se tem uma música que pode estragar os planos de grande parte dos eurofãs, essa música é Sting e todo o poder de interpretação e de apresentação que a acompanha. De qualquer forma, a Suécia estará novamente muito bem representada.


11. MarietteDon't Stop Believing (por Matheus)

Com uma vibe fantasmagórica, o conceito defendido por Mariette é bem interessante, mas a performance poderia sofrer um pequeno ajuste, aquele pano esvoaçante é desnecessário (para não dizer, já dizendo, brega). A música é boa, bem produzida, bem cantada e tudo mais, teve ainda a sorte ganhar uma performance que não confronta com a sua proposta, no entanto, não vejo, nem de relance, as grandes qualidades de um vencedor do Melodifestivalen.

12. Hasse Andersson – Guld och gröna skogar

É isso. Bom Melodifestivalen a todos, e obrigada por ter nos acompanhado mais uma vez! Logo após o show, tem post contando todos os detalhes da final!

Um abraço!

Um comentário:

  1. Hoje é dia de Måns! Ele merece e a gente também, mas se for o Eric não vou achar ruim ;)

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